Jovem talentoso, sentindo os olhos enfermos, procurou um especialista e o diagnóstico foi um desalento: no espaço de aproximadamente um ano o moço estaria completamente cego.
Afastou-se arrasado da clínica médica. A lembrança da noiva o enchia de preocupações.
Como lhe contar a triste e inevitável verdade?  Ocultaria por mais tempo o fato?
Finalmente, concluiu: contar-lhe-ei toda a verdade e sei que ela será a primeira a me confortar, pois tantas têm sido as
suas juras de amor!  Sim, estaria pronta a ajudá-lo; casar-se-iam logo e apesar de tudo seriam felizes...
Crendo que as coisas aconteceriam assim, foi direto à casa da noiva.
Entrou, sentou-se ao lado dela e conversaram longamente a respeito do futuro.
Depois, escolhendo as palavras, jeitosamente transmitiu-lhe a dolorosa notícia.
Novo desalento para o pobre rapaz: a reação da noiva foi fria e decisiva. Indiferente ao sofrimento daquele que dizia amar, falou:
- Se é assim, meu caro, então o nosso noivado está desfeito.
Você deve compreender que não posso ligar a minha vida a uma pessoa que em pouco tempo será um deficiente. Isso  seria exigir muito de uma mulher, porque a realidade dos fatos será cansativa e absorvente e desejo ser feliz de uma maneira mais normal, mais simples...
E foi então com um enorme vazio no coração que o moço deixou a casa daquela que tanto amou. Em seu quarto, agora sozinho, ele chorou com amargura e meditou na fragilidade do amor humano.
Carecia ser confortado e buscou refúgio no amor de Deus. E foi naquele momento, quando enfrentava a sua maior dor moral, que ele se inspirou para escrever  o belo hino, tantas vezes cantado:
"Amor sublime que perdura..."
Quando tudo neste mundo parece falhar, ainda permanece o amor supremo do Pai
celestial que age, que realiza, que restaura a felicidade perdida, dando ao homem
o alento e a coragem que precisa para ainda lutar.
Se nos sentimos infelizes e atingidos por um ato de desamor, basta experimentar
pôr em ação o amor, a bondade, o perdão e a paciência para descobrir o real motivo da vida.
"Põe-me como selo sobre o teu coração...  porque  o amor  é forte como a morte... As muitas águas  não  podem  apagar  o
amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém  oferecesse  todos  os bens de sua  casa  pelo  amor,  seria  de  todo  desprezado"
(Cantares 8.6a,7).

 

(Se você conhecer o autor,
 por favor, escreva-me
)

          (Texto enviado pelo meu querido amigo Helio Falcão)

                                            

 

 

Endereço dessa
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