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Como é belo contemplar a
natureza: aves, plantas, cores, flores, sons, águas,
nuvens, matas, feras, selvas, peixes. Tudo convive em perfeita harmonia. A preocupação que agita os
homens não atinge aqueles que não
gozam da reflexão da liberdade.
Existe uma luta pela vida, mas uma
força, ainda mais forte do que ela,
a sustenta e orienta.
Alguém, maior que o mar, que as
estrelas e que os planetas, conduz
tudo em harmonia e paz.
As pessoas humanas, contudo, pode
questionar, escolher, fazer seus
caminhos.
Somos livres. A liberdade é o nosso
traço
distintivo, a supremacia que nos
distingue diante de toda criatura e
nos torna senhores de nossa própria
existência. Ocasiões ocorrem
porém em que nos perguntamos:
Se o Senhor, que nos fez que ordena
o universo, é tão sábio, não seria
preferível sermos conduzido por Ele?
Desse modo, não estaríamos à
mercê desta liberdade
que tantas vezes nos maltrata.
Se Deus nos conduzisse,
não teríamos sempre a certeza
de estar no melhor caminho,
de fazer sempre a mais
acertada opção?
Sim, mas não seríamos capazes
de amá-lo livremente. Um amor
forçado, imposto, obrigado não
seria autêntico. Por isso somos
livres. Este é o maior sentido
de
nossa liberdade: Poder amar,
servir, viver como irmãos.
Derrubar livremente as cercas,
quebrar os muros que nos dividem,
fazer florir os desertos, e apertar
as mãos e fazer um mundo de
amigos. Para isto, só para isto,
nossa liberdade tem sentido: Para
amar...
Texto retirado do livro - Eu e a
liberdade de
Sem liberdade nada tem valor, pois
só podemos demonstrar o amor
verdadeiro quando podemos
decidir sobre ele... A espontaneidade
é que valoriza as coisas e as torna
grandiosa.
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