Havia uma comunidade de monges que
 definhavam
por falta de vários adeptos.  
Preocupado o superior, 
chamado de senhor abade, resolveu pedir 
conselho a  um monge de outro mosteiro , 
que tinha fama de ser 
muito sábio.  Depois de estar longo 
tempo com ele e 
de falar sobre o seu problema, o 
superior não ouviu 
do monge a receita que esperava 
para conseguir mais
 vocações.  Na hora de despedir-se, o 
abade perguntou: 
Então que direi aos meus irmãos?"
"Diga simplesmente que Jesus Cristo 
esta entre eles",
respondeu o monge.
O senhor abade ficou um tanto 
decepcionado, mas 
comunicou aos irmãos de sua 
comunidade o que havia acontecido, bem 
como a mensagem que o monge, 
tido por sábio lhe mandara.
Os monges ficaram tão perplexos
 quanto seu 
superior, mas começaram a questionar-se 
"Quem poderá 
ser Jesus Cristo entre nós?" E depois 
de pensar em todos, acharam que nenhum 
poderia ser Jesus Cristo:  
o cozinheiro, porque procura fazer 
boa comida com
 o pouco que tinha; o alfaiate fazia
 proeza para vestir 
todos; o enfermeiro, porque curava 
suas doenças e tinha paciência com eles.

A partir de então, respeitando-se 
e amando-se 
como se todos fossem Jesus Cristo, 
a vida dos monges 
do velho e triste mosteiro mudou 
radicalmente.  
E a mudança começou a transparecer 
na limpeza do 
mosteiro, na beleza dos jardins e na 
simpatia dos monges.

Foi assim que muitas e muitas vocações 
começaram a surgir...

 

O amor é a maior fonte de energia.  
Quando amamos 
suportamos a fome, a sede e o cansaço.   
O caminho 
para o amor é a valorização do nosso próximo. 
Todos nós possuímos dons e qualidades. 
Só precisamos saber descobri-los.

Retirado do livro - Eu e a liberdade de
Natália Maccari

     

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