Gregório nunca conheceu uma vida fácil. Muito pelo contrário, lutou sempre
e muito, desde sua bem tenra
idade. Ele sempre sonhara com a carreira
artística. Desejou muito ser um humorista... e por causa desse seu sonho muitas vezes, mesmo em
meio a sérias dificuldades, ele dava estrondosas gargalhadas, lendo
ou ouvindo programas desse gênero. Passaram-se os dias e
conseqüentemente os anos e
Gregório tornou-se adulto. Casou-se e dentro de algum tempo já
era pai de duas graciosas e encantadoras crianças, que o amavam ardorosamente. A esposa lhe era
fiel, amiga e
companheira dedicada.
Juntos viajaram e
conheceram alguns países, inúmeras cidades e tantas
belezas criadas pela natureza ou cultivadas e trabalhadas pelo
homem. Durante algum tempo, todo esse
amontoado de circunstâncias curiosas envolveram Gregório, fazendo com que ele se mantivesse interessado e,
portanto, continuasse a valorizar a
carreira que o
transformou em um
verdadeiro nômade. Todavia,
com a repetição prolongada dos acontecimentos, fazendo sempre os
mesmos percursos, revendo os
mesmos lugares, repetindo inúmeras vezes as mesmas experiências, a vida desse homem foi se
tornando monótona, cansativa, tediosa e sem maiores
encantos. As energias se esgotavam em
ritmo acelerado e
as suas emoções estavam
desgastadas e quase atrofiadas. No peito uma dor e na alma uma tristeza infinda.
Era esse o resumo da sua vida. Preocupado com tudo isso, Gregório procurou um
médico, depois outro. Clínicos, psiquiatras, psicólogos... mas não via nenhum resultado positivo.
Encontrando-se então em
um grande centro, ele procurou avistar-se com um
famoso cientista, a quem expôs a sua situação geral. Depois de vários exames, análises e outras exigências, o
cientista concluiu que fisicamente Gregório estava bem, apenas o
seu espírito e suas emoções estavam doentes. Para isto não havia
medicamentos... Então, recomendou-lhe que procurasse entretenimentos,
fazendo em seguida a seguinte sugestão: - Amigo, não envenene o seu corpo
com tantas drogas. Procure simplesmente
alguma coisa que o
alegre. Aconselho-o a assistir nessa tarde a
um dos espetáculos do Circo Internacional, que se
encontra em nossa cidade. Tenho ouvido os maiores elogios a respeito dos
referidos espetáculos. - Sinto muito, doutor, mas tal
coisa não me ajudaria em nada - replicou Gregório, em tom de
desânimo. - E por que não? Depois de
ouvir um pouco do
humor do extraordinário palhaço, estou certo de
que mudará de opinião. Ele tem a
singular capacidade de
acabar com as tristezas... - Talvez o faça em relação aos outros, mas a
mim jamais poderá fazê-lo,
doutor. Não o fará porque aquele palhaço sou eu... Autor
desconhecido Quantas vezes a gente se sente o
próprio, rimos para agradar,
fazemos com que os outros riem, mas por
dentro estamos em verdadeiros frangalhos.
Deixamos a tristeza do mundo
tomar
conta de nossos corações...
Devemos cuidar para que
nossa
alegria não se vá...
Não deixe ninguém interferir
naquilo que
você busca
e que te faz feliz...
Viva olhando para
coisas simples,
porque
nelas está a diferença.