Vejo um mundo tão rápido,
de cores muitas,
de muitas intenções.
Vejo-o azul,
Vejo- o negro..
Vejo-o mesclado..
Vejo-o em mim,
em todos os que passam,
que não passam,
que lutam,
que não lutam..
Observo pratos rasos de amor,
para um mundo sedento e faminto...
Procuro-me nele,
tão ínfima,
tão única,
tão sobrevivente...
Procuro nos que passam,
olhares cúmplices,
mãos estendidas,
palavras ,
reciprocidade..
Por vezes encontro, tenho que confessar...
Mas, também encontro um grande vazio,
egocentrismos,
individualidade,
prepotência.
Mas, penso e,
concluo que essa é a magia do mundo: as diferenças.
Caminhos diversos da existência,
das conduções...
Rimas e poesias em estilos tão próprios,
marcados por poetas,
por escritas,
por luas..
por saudades infinitas...
por perdas,
por lutas..
Refaço-me , consigo ver neste momento a beleza de
minha janela,
tão verde, tão infinita, tão bonita...
Vejo luzes... será o sol?
Firmo o olhar,
Busco identificar tudo...
Não! Não é o sol do céu,
É o sol de cada existência,
de cada potencialidade.
Rio contente,
No navegar ,
No perceber...
Nossa! afinal, ele é feito de gente,
Com a melhor qualidade da essência humana,
com defeitos sim... quem não os têm?
Construções firmes do ser,
com todas as dores,
com todas as alegrias,
Desse lindo, dádiva única,